quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

LIBERDADE



Ases: Por vezes ainda se lembram da maralha miúda, aquela que desliza depressa pelo matagal por entre as carumas. Aqueles cãezinhos de caça enviados á frente.
Procuram sim.... Trabalham; pois é a evidencia mesmo... eles são de raças felinas nunca perdem as presas.
E zás... já está, trazem-nas... E sentem-se felizes, é só ver como correm com a caudinha a rabear, para os donos, com as presas nos dentes: É triste esse espectáculo, a coitadinha toda cheia de sangue e já morta, é que o tiro caiu nela em cheio e a pobre ave foi acertada no alvo.
Estava a voar? Claro. Estes cães acharam que o caçador era o dono ao qual deviam entregar a presa mesmo morta.
Fiquei a pensar cá para comigo: Estes amadores atiram tiros para o ar e nem sequer se dão ao trabalho de ir apanhar as peças de caça que abateram.
São os cães que correm apanhar essas aves, mas que malandrice...

Pois... não é deste assunto que quero falar
Não tenho nada contra os caçadores, pois claro que não, nem sequer tenho espingarda nem uma de brincar...Pois... não tenho licença de porte de arma, e ainda bem, sabem que com o génio que tenho ainda começava para aí a disparar tiros a torto e a direito, haja bom senso, nunca faria uma coisa dessas.
Brincadeira...Desculpem, ás vezes estão tristes não é?.

Está fora de questão: nunca serei, nem caçador, nem cão de caça...mas ave voadora... isso vou discutir com o rei dos animais vou negociar...Será que posso?

Isto a propósito de liberdade... Fala-se tanto de liberdade. A minha citação atrás nada tem a ver com o que quero dizer:
Ser-se livre e voar numa floresta tão bem organizada não é fácil.

A liberdade...
É... Não um poder sobre algo ou alguém, mas é um saber viver com o outro deixando-lhe as asas, deixando-lhe o sol sem puxar o cortinado, é o deixar que a sua mente decida abrir portas e janelas, é dar e receber.

É...Saber que a liberdade sem limites é aquela que se liga directamente á continuidade da liberdade do outro.

Dizem:
-Queremos ser livres como a ave que voa, mas por sinal a ave também só é livre enquanto voa muito alto.... isto cá para mim.
Queremos correr como as águas límpidas do rio, esquecemo-nos das enxurradas que podem perturbar essas águas, que pena não se puder desviar o caudal.

Quanto a mim ser-se livre é um caminho modelado pela consciência bem formada... há apenas uma consciencialização, aquela que dá conta de que somos irmãos e que alguém Maior que nós Sabe tudo, Pode Tudo e ensina-nos a sermos verdadeiramente Pessoas Livres.
Utilia

3 comentários:

DE MÃOS DADAS disse...

Sim vou voar mais alto.
Por cima de mim mesma passarei
Utilia

Dulce disse...

"Ainda que me cortem as asas eu abrirei os braços, fecharei os olhos e voarei".
Foi este o pensamento que me inspiraste com a tua reflexão.
Abraço-te

Cantinho da Maria disse...

O que me aprás dizer, amiga Utilia é que eu quero ser como esta ave,que aqui narra.Não como o caçador nem como o cão que corre atrás.Obrigada.Beijinhos.Zézinha C.