segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

"PEÇO DESCULPA"



Aí ... mas de que serve imaginar
Regiões onde o sonho é verdadeiro
Ou terras para o ser atormentar ?

É elevar demais a aspiração,
E, falhado esse sonho derradeiro,
Encontrar mais vazio o coração.

Fernando Pessoa, in Soneto XXXIV




"PEÇO DESCULPA "
Achei que esta, era uma reflexão extremamente importante.
O Dr. Manuel de Matos, dizia num artigo que li:
Que de hoje em dia se usa muito” a expressão peço desculpa”.e que, fazendo uma comparação entre o que era pedir desculpa no passado e na nossa época há um a grande diferença.
Fala, “dessa, tendência que aparece nos lábios e na pena dos mais variados sectores da sociedade. Na religião, na politica, no ensino etc.…””
Ele diz que, "o peço desculpa" se transformou numa espécie de panaceia para tentar apagar o mal e prosseguir no mesmo caminho ou noutro semelhante.
Isto fez-me lembrar aquela pergunta de Pedro a Jesus…

“Em Mateus 18:19 diz o seguinte a esse respeito:
Então Pedro aproximou-se e lhe disse.” Senhor quando o meu irmão cometer uma falta a meu respeito quantas vezes lhe perdoarei? Até sete vezes? Jesus lhe disse; eu não te digo até sete vezes mas até setenta vezes sete.”

Este Humanista, faz apelo ao bom senso dizendo,: “Que sobretudo devemos evitar ao máximo situações em que nos perturbamos, perdemos o controlo e nos deixamos arrastar pela indignação.”.
Tudo isto é muito certo, mas quando as culpas são de todos e a indignação e a consciência é só para alguns aí só há uma solução que é::
“Perdoai-lhes Senhor porque não sabem o que fazem”.
Por outro lado acho que o Pai-Nosso tem um a relevância extrema relacionada com este fenómeno social, que se meditarmos bem nos leva a uma tranquilidade á pacificidade e á compreensão.
Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal ámen.
Aqui nesta parte do Pai- Nosso Jesus ensina-nos a pedirmos ao Pai para evitarmos o mal
Por outro lado o Dr. José Manuel Matos explica ainda o seguinte::
É sabido e certo que as relações humanas nunca foram fáceis em termos de comportamento prático e vivência diária. E se nunca o foram no passado, muito menos o são agora quando a sociedade se afigura muitíssimo perturbada quer por razões de índole económico, quer politico, ou social..
Todos o sabemos e todos já sentimos na pele os seus efeitos perniciosos.
Por isso, cabe aqui, um apelo á sabedoria, á generosidade e ao tacto de cada um .
A sociedade é um produto daquilo que somos individualmente.

Inspirada num artigo de José Manuel Matos, revista (Saúde e Lar ).
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