segunda-feira, 29 de junho de 2009

Entender-me é cuidar




Portas que se podem abrir

Segundo "Hennezel " (1998) a angustia da separação que os doentes e familiares pressentem, contribui de uma maneira negativa na qualidade da partilha e da comunicação entre as pessoas e em especial as famílias.


A maneira como proporcionamos o diálogo tem muita importância.


Sem invadirmos a intimidade do paciente podemos continuar a falar, com frases simples e banais não muito longas .
Por exemplo:


Eu compreendo.


O dia hoje está lindo


Os seus familiares estiveram aqui


Tem uma linda neta.


Ou está triste.




Também um olhar, um sorriso, um tocar na mão, no ombro ou um outro gesto adequado e de circunstância pode ser muito util, palavra certa no momento certo, silêncio no momento certo.


Tudo isto pode servir para comunicar melhor.




A pessoa comunica com todo o seu ser e não só com palavras


Eu vi muitas vezes os silêncios falar ...

È importante fazer sempre o elo de ligação doente, família e equipa de saúde, a família é o núcleo e se ela estiver mal, não consegue apoiar o seu familiar isto leva ao máximo de cuidados a prestar na formação dos familiares para que estes possam estar presentes no sentido da partilha e da ajuda mutua.


Enquadrar a família na equipa é um trabalho que os enfermeiros fazem muitas vezes, eles sabem que uma família bem cuidada e ensinada é um grande suporte na ajuda do acompanhar os últimos instantes de qualquer pessoa.


Ela (familia) ajuda o doente a partilhar a dor e a angustia assim como se partilha o amor a alegria também se partilha a angustia e a dor.


A dor partilhada é logo minimizada, angustia identificada, falada e compreendida é o passo maior para a tranquilidade do corpo e do espírito.




Sei que falar da dor e da angustia não é fácil sobretudo quando ela anda á volta da morte implicando o desconhecido, o pudor o "Tabu"


Um doente que se fechou, não fala e evita todo o contacto, não quer dizer que não quer falar da morte, mas talvez queira dizer, tentei falar e recusaram ouvir-me ou não foram ainda capazes de me ouvir.




















Vamos tentar entender isto?


Vamos atender estas simples "dicas" que já todos sabemos mas que temos tendência a esquecer.




Darei continuidade.