sexta-feira, 7 de outubro de 2011

OUTONO

OUTONO

Quando os números já não são matemática.
Nem as flores palavras.
Nem a alma conhece o destino
Nem o pensamento opina?

É a Vida, eu sei.

E as folhas do Outono que teimam em cair…

Caiem como meteoros desfragmentados,
Contra as paredes do destino.
Retornando ao solo que as absorve.

É a Vida, eu sei

E as folhas do Outono que teimam em espalhar-se…

Resta-nos sim, algo…”Aquela Força”. Que as move.
Ver aquelas árvores abanando os restos dum Verão Escaldante
Sobre a Terra que as ampara, não deixa de ter o seu sentido.

É a Vida, eu sei

E as folhas do Outono que teimam em encontrar-se…

Frágeis… sofrendo dignamente os abanões do Outono.
E aquelas pérolas de seiva que correm dentro das recordações,
Aonde passaram?

Sim, eu sei e vós também, todos sabemos é a Vida.

Folhas de tantas cores, nenhumas se parecem com a cor da saudade



Cansadas de estar no topo da árvore caiem por terra.
E ilesos para verem as folhas caírem,
E sentirem a luz terna do sol, baixando no horizonte,

Resta-nos sim, algo …”Aquela Força”.

E as folhas do Outono deixam um segredo: as Primaveras voltarão com outros rebentos:

Utilia Ferrão

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Obrigada

Amigos gostava imenso que me deixassem escrever em paz.
Fico-vos imensamente grata.
Utilia Ferrão