sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

FOLHA EM BRANCO

Diante duma página branca escurece-se o meu coração, entre incertezas e águas turvas não consigo elevar o pensamento. Escrevo com a tinta do meu sangue.
São muitas as almas penadas e desiludidas e com elas está o meu pensar.
E quando em casa não há pão, todos berram e ninguém tem razão…lá diz o ditado.

Mas é este o nosso país o País de Camões, o País do sol ardente, á beira-mar plantado.
E é pelo meu país que é o nosso que hoje eu vou orar, e logo pela manhã vou acreditar em tudo o que ele tem de maravilhoso….Mesmo no Outono, ele mantêm as suas florestas verdejantes. O sol mesmo no Inverno espreita pelas soalheiras das portas.

Meu Deus aqui To entrego, o nosso Portugal.
Faz dele um jardim de sabedoria á Beira-mar plantado.

Que ele seja pobre, mas que a honestidade reine.
Que a partilha do pão seja igual em cada naco.
Que nada nem ninguém possa DESISTIR DE VIVER DIGNAMENTE
Que nunca ele perca a fé Naquele que acredita.

Assim seja

Salmo 146
A minha alma louva o Senhor
Toda a minha vida louvarei o Senhor.
Tocarei para o meu Deus enquanto Ele existir.


Utilia

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

PENSAR


Desliza o pensamento

Cativá-lo é encarcerar a vida
Libertá-lo é dar asas ao vento
É dar vida ao sentimento,
É pisar um caminho sedento.

Além desse caminho calcar, é deixar passos inertes …
Trocadilho infinito, cerrado num cofre cinzento
Desliza devagarinho…, abriste ao firmamento
A Luz dum pensamento.

Eleva mais alto as mãos, não deixes cair a haste
Eleva mais alto a fé em que acreditaste.
A vida é simplesmente bela
Vive com grandes passos nela.

Hoje é sempre o princípio daquele amanhã
Futuro escrito na areia com os dedos que gastaste.
Mesmo se o vento das asas, deixou o remoinho do que escreveste
Nada nem ninguém parou teus passos.

Utilia

Hoje meditei sobre JÓ…

O SOBERANO DA TEMPESTADE

De que lado mora a Luz,
E as trevas, onde se alojam,
Para que as saúdes na soleira
E conheças o acesso da sua casa?
Sim Tu o sabes, já tinhas nascido,
Tão grande é o número dos teus dias!
Chegaste aos depósitos da neve,
Viste as reservas do granizo,
Que guardei para o tempo da aflição,
Para o dia da luta e da batalha?
Para que lado difunde a luz?
O vento do deserto por onde invade a terra?
Quem abriu as gargantas ao aguaceiro,
No céu uma trilha á nuvem trovoante,
Para fazer chover em terra sem humanos
E um deserto onde não mora ninguém,
Para embebedar o árido vazio
Fazer brotar e crescer o verde?
A chuva tem um pai será que tem?
Qual é o ventre donde sai o gelo?
A geada do céu quem a dá á luz JÓ 37:19_30


Nesta foto o boraquinho é uma colmeia de abelhas que vive ali, isto é lindo mesmo ...
Uma curiosidade, já lá estão há algum tempo depois falarei disto....