sexta-feira, 10 de junho de 2011

TENHO A HONRA DE SER PORTUGUESA

Há momentos em que nos sentimos mais próximos da lua que do sol, mas não há motivos para desanimar, porque nada nem ninguém pode retirar nem que seja uma gotinha de Esperança a quem quer que seja e sobretudo a Portugal.
As etiquetas já não conseguem identificar os produtos correctamente, ou por outro lado quando no pacote se encontra um valioso produto que nada tem a ver com a amostra só há uma solução arrancar as etiquetas que tantas vezes são colocadas por engano ou até por descuido... é queimá-las... e deixar que o produto do pacote dê provas da sua origem.
Mas quero pensar de outra maneira, hoje um dia cheio de poesia vou deixar aqui o meu hino á vida para O Portugal.

Vida em vida sempre...
Mesmo na simples procura
Até na sede, dum árido deserto
A vida deixa passos pisados em pegadas.

Onde deixaste teus passos entorpecidos?
Ele poeta enaltecido, escreve um último poema
Na vespertina chegada do novo ser.
Procurou a vida... caiba tudo nos estilhaços de sol.

Ninguém te esqueceu Portugal
Tu vives sempre á Beira-mar Plantado
E hoje mais que nunca
Levanta a tua Haste Imortal.

Utilia Ferrão

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domingo, 5 de junho de 2011

JÁ PENSEI

A PENSAR? ESTOU
E oiço aquela frase vinda nem sei de onde...
“Tudo o que és não é tanto que te deslumbre, nem tão pouco que te deprima. Tu és tu .Acredita e Caminha:”

Na Imensidão das asas dum sonho, fiz um voto.
Esvaziei as leiras da minha vida.
Plantei as raízes duma paixão,
Nasceram feixes de paz que colhi com gratidão.


E lá estava o desvairo da vida a sonhar...
“Que o sonho é tanto mais valioso para a vida
Quanto mais a vida ultrapassa o sonho.”
E tudo isso começou num sopro inesperado.

E com sorrisos de palavras encantadoras mudei a minha versão
Vi a vida dar voltas e as voltas nada dão...

Até aceito dar passos certinhos sabendo que:
“Na vida os passos mais difíceis de dar são os primeiros e os últimos”.
Mas os que estão pelo meio?
Esses não se podem perder nem no princípio nem no fim.
Esses também fazem parte de mim.

 Sem endereço mas dirigido a ti  
Poeta imérito num deserto acastanhado em que o pó ilude os olhos
E a sombra dá espaço á penumbra.
Escuro é o pez mesmo. Assim é o hoje

Que fazer? “Se o Mundo se divide em duas partes entre aqueles que nos esclarecem e aqueles que nos iludem.”

Saber escolher é vital. E eu quero ser poeta só hoje.

Avistar o sol é o privilégio de todos mas agarrá-lo e colocá-lo nas mãos só o poeta é capaz dessa destreza.

Em montes e vales vamos colher pétalas desfolhadas
Espalhemos tapetes de pensamentos...
Reconstituímos sopros quase extintos que entregamos ao firmamento
Utilia Ferrão