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FELIZ 2020

Aí ... mas de que serve imaginar Regiões onde o sonho é verdadeiro Ou terras para o ser atormentar ? É elevar demais a aspiração, E, falhado esse sonho derradeiro, Encontrar mais vazio o coração. Fernando Pessoa, in Soneto XXXIV

Depois de fechar estes textos publicados ultimamente e que espero possam ajudar alguém a ultrapassar muitos medos do desconhecido e talvez a lidar com certas situações dadas as experiências ricas que tive e a chance de adquirir uma outra filosofia de vida.
 Este ano de 2019 foi como que uma tempestade na minha vida mas Deus ocupou o maior espaço e esteve sempre  no controlo.
Estou preparada para uma nova caminhada e desta vez talvez acompanhada mais de perto pela luz do Espirito Santo.
A todos o meu Obrigada.
Utilia Ferrão.
Aí ... mas de que serve imaginar Regiões onde o sonho é verdadeiro Ou terras para o ser atormentar ? É elevar demais a aspiração, E, falhado esse sonho derradeiro, Encontrar mais vazio o coração. Fernando Pessoa, in Soneto XXXIV


Eu digo: as palavras certas na hora certa, fazem milagres.


São vivas e reais, contam histórias adormecidas.
Por vezes realidades ancestrais.
Na raiz, as palavras, alimentadas com a “Palavra”
Dão senso á Vida e ao viver.


Árvores de troncos viçosos, com folhas cheias de verde Esperança.


São loucas, por vezes, mas apenas aos olhos humanos.
Julgamentos pessoais e sociais, quebram alguns ramos.
E apressadas dizem e não dizem, mas falam sempre a verdade
Quer escritas quer apagadas, elas bailam no pensar.


Falam, choram, cantam e sorriem, elas dizem, sabem?


Mentirosas as palavras? Não, nunca.
Incertas? Sim, elas são certas e reais.
Trazem sempre ao ouvido (no papel) o que o coração sente.
O que de profundo, no íntimo o Homem vive.


Dão fulgor aos frutos, e mesmo os mais pequeninos…
Aí ... mas de que serve imaginar Regiões onde o sonho é verdadeiro Ou terras para o ser atormentar ? É elevar demais a aspiração, E, falhado esse sonho derradeiro, Encontrar mais vazio o coração. Fernando Pessoa, in Soneto XXXIV


Em sítios limitados á minha existência.


Deixei de subsistir no pó que sou
Trégua de espaços lançados pelo vento.
Átomos de mim, deixo na mão do Criador


Nada sou...Mas Sou.
Acção e contradição
O enigma da razão
Que nunca deixes de partilhar
Se for a alegria produzirás alegria.
Se for penas ficarás mais leve


Palavras


As palavras levam o vento.


Elas caiem dum céu azul, brilhante.
Iluminam a face do mundo.
Estrelas que bailam diante dos meus, dos teus olhos.
Tanta luz em cada palavra


Arrebatam á sua frente Sentimentos.


Os pensares? Ares do dizer e do fazer.
Vão tão longe”. ...”As Palavras.
O nosso povo diz: “Do dito ao feito vai um grande eito”



Aí ... mas de que serve imaginar Regiões onde o sonho é verdadeiro Ou terras para o ser atormentar ? É elevar demais a aspiração, E, falhado esse sonho derradeiro, Encontrar mais vazio o coração. Fernando Pessoa, in Soneto XXXIV


Um silêncio que falava palavras


Estas histórias podem parecer simples, banais e descabidas, mas têm a sua razão de ser no contexto de cuidados paliativos.
A primeira faz especial referência à verdade. Nesta unidade lidamos muitas vezes com perguntas directas ou ambíguas que exigem da parte da enfermeira respostas claras verdadeiras e simples tendo em conta a sensibilidade, a angustia e a compreensão do doente.


A segunda dá relevância dos saberes da enfermeira no que diz respeito à terapêutica e efeitos secundários da mesma valorizando os saberes de enfermagem na ciência do cuidar da dor, e também no discernir problemas que tantas vezes estão escondidos por traz de certas frases ou de certas atitudes do paciente.


A terceira fala-nos do cuidar na enfermagem no c…
Aí ... mas de que serve imaginar Regiões onde o sonho é verdadeiro Ou terras para o ser atormentar ? É elevar demais a aspiração, E, falhado esse sonho derradeiro, Encontrar mais vazio o coração. Fernando Pessoa, in Soneto XXXIV


Duma rosa que ainda hoje cora.


Como que Saídas lá do alto mais profundo.
Pétalas desfolhadas, sobre aquele mar
Numa extrema sujeição de tudo.

Assim.


Em lábios, fechadíssimas...” palavras”.


Numa sombra desconhecida
Uma estrela a arder no azul,
Reforça o firmamento.


Palavras bebidas


E pelo nevoeiro da tarde.
Acorda de repente no céu
Um vulto pálido de espuma




Ouvindo pensares sem pertença


Sobrevoando infinitas mágoas,

Aparece uma lágrima perdida naquela nuvem,
Abraçando um tronco verde Esperança


Caídos num lago imenso
No marulhar das águas
Os abismos das coisas que negas
.
Promessas perdidas em versos errantes..
É a vida?  Principio, Continuidade, (Sequência) e Eternidade


“Saberei aproveitar da Luz.
Difícil, é separar os pedaços.
Verdadeiros malhões agarrados
Aí ... mas de que serve imaginar Regiões onde o sonho é verdadeiro Ou terras para o ser atormentar ? É elevar demais a aspiração, E, falhado esse sonho derradeiro, Encontrar mais vazio o coração. Fernando Pessoa, in Soneto XXXIV

SUBLIME ESSÊNCIA
O sol espreita pelas vidraças e deixa umas restes nos cantos dos quartos, e as sombras contrastam com os silêncios que gritam pensamentos. Madame Marie sentada no sofá lê o livro “A Vida Para Além Da Vida”.
-Já o leu? Pergunta-me ela. -Sim, li. -Acredita no que está aqui escrito. -Acredito.
E com os olhos fixos naquele olhar onde bailam um amontoado de imagens deixo que os gestos que levo, introduzam de novo palavras no silêncio desta leitura...
Tento lembrar-me de algumas passagens.
E ao sair do quarto transbordo pensamentos para o exterior e num falar por falar, digo: - Aprenda bem o que está aí escrito e quando precisar estou aqui para ajudar....
-Ajuda-me?
Quando estiver na hora chame por mim respondo-lhe
-A conversa ficou-se por ali e de …
Aí ... mas de que serve imaginar Regiões onde o sonho é verdadeiro Ou terras para o ser atormentar ? É elevar demais a aspiração, E, falhado esse sonho derradeiro, Encontrar mais vazio o coração. Fernando Pessoa, in Soneto XXXIV


A dor moral, que afecta a alma e o corpo...essa, nem sempre nos apercebemos dela, mas ela corrói a alma e destrói o corpo isso eu sei.
Ou muitas vezes nós enfermeiros até a detectamos mas o tratamento implica tantos “remédios” que nos sentimos incapazes de acção. Eu chamo a isto: “o paciente está socialmente desconfortável”. . Lembro-me daquela Senhora Andina, que no dia de Natal encontrei a chorar. Como é óbvio perguntei: tem dores? A resposta foi rápida, e foi: não. Perguntei: então porque chora?
As razões estavam lá como agulhas a picar os sentimentos de abandono “Tenho sete filhos e hoje que é dia de Natal e que faço anos, nenhum se lembrou de mim.”
Concluo que muitas vezes não conseguimos dar conforto, e a frustração apodera-se de nós, neste caso não conse…