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A mostrar mensagens de Dezembro 17, 2017
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Aí ... mas de que serve imaginar Regiões onde o sonho é verdadeiro Ou terras para o ser atormentar ? É elevar demais a aspiração, E, falhado esse sonho derradeiro, Encontrar mais vazio o coração. Fernando Pessoa, in Soneto XXXIV

A ULTIMA ESPERANÇA Há dias em que o sol nasce só para nós Aqueles em que os segundos, navegam entre os dedos da Esperança
Um sol de passagem, como vento novo que passa. Hoje esqueço tudo, apenas me agarro a este olhar Lá fora o Universo solta-se, canta, ora é dança.
Aqui vive-se uma nova Esperança
Já não sei se és caudal, margem ou barca à deriva. Fronteira ou um novo mundo? Sei que fazes parte de mim. Encontrei o do rosto que me serena
Esqueci o enigma que há em ti mas sei que: Há momentos tão fortes que se passam entre dois olhares que valem horas e horas de palavras. Esses momentos são um dar e receber. Lembro-me tantas vezes do olhar de despedida dos meus pacientes antes de partirem Tantas vezes gratidão Outras de esperança jamais de desespero. Um olhar diz tanto, e…
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EU ESCUTO-TE Nasceste outra vez. Foi o céu que te acolheu nesse manto azul Desces serena numa marcha compassada e discreta E um dia lá estás tu como quem marca encontro com a primavera Colocas as vestes brancas de flores aveludadas
Tal como a noiva desce o altar mor Dirigindo-se para a porta da saída. Assim tu caminhas pelas estações do ano Dando vida a outros rostos tão diferentes…  Adivinho os teus frutos ao sacudires esse teu manto ao chão.
Nasces e renasces Vestes-te sempre com o padrão desenhado pela natureza. Terás tu um sonho intimo onde a seiva corre e o verde se torna esperança? Fala-me desse teu rosto escondido debaixo de cada pétala que vai caindo. Eu escuto-te. Utilia Ferrão In ROSTOS DE PEDRA

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ULTIMA VIAGEM (A todos aqueles e aquelas que acompanhei na última viagem. Abraço Eterno e feliz Natal)
Ainda que o meu pensamento escondesse esse teu brilho caído do canto obtuso do Entendimento Superior, nunca deixaria que a penumbra inundasse o teu rosto de melancolia
Agarraria um bocado de mar azul e estendê-lo-ia na praia dos teus sonhos.  Buscaria em cada noite um pouco de luar, como lanterna a iluminar a tua alma.
Dar-te-ia um pouco de paz nessa briza matinal Saudar-te-ia junto à madrugada dum novo dia. Sentiria certamente a saudade bater-me à porta como um vento que me acorda.
Mas pelo caminho estender-te-ia a mão e contar-te-ia a história de tantos e tantos caminhantes que seguem rumo à eternidade Devagarinho e com toda a certeza dir-te-ia VAI DAR TUDO CERTO
Utilia Ferrão