quinta-feira, 24 de setembro de 2009

FAMILIAS DOS DOENTES TERMINAIS

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Cada vez que sorris a alguém, realizas um acto de amor"
Madre Teresa De Calcutá


Voltamos ao acompanhamento.
O Papel da família, no acompanhamento ao doente na fase terminal, é de extrema importância.
Mas como integrar a família neste trabalho?
Isto requer formação, e essencialmente uma motivação, tanto da parte dos formadores como dos formandos.
A formação das famílias, muitas vezes faz-se no meio hospitalar, e tem a ver com certos pormenores que podem facilitar a humanização dos cuidados, com um ou outro problema, que vai aparecendo, essa integração e formação, os enfermeiros procuram fazê-la com muitos saberes e respeitando sempre a dignidade humana.
Quando um familiar participa no acompanhamento integrado na equipa, levando também o paciente a participar em certas decisões vive-se melhor o internamento, vive-se melhor a morte. Isto porque ao longo das diversas fases da doença há um progressivo trabalho que se vai fazendo com todos os participantes.
Muitas vezes é necessário a colaboração da psicóloga e da identidade religiosa além da equipa já existente.
O que por vezes, é muito mau é ver o familiar degradar-se e o "não poder fazer nada".Sente-se como que um sentimento de culpabilidade. Aí os enfermeiros têm um trabalho importante que é o de investir na formação ensinando-os a maneira como podem ajudar .




Nós sabemos que um familiar bem formado pode ajudar o paciente e será uma mais valia na qualidade de vida deste. Podemos explicar por ex. ao acompanhante o quanto é importante num momento de crise de angustia do doente o benéfico, que se pode obter mantendo-se calmo e aberto, segurando-lhe a mão ou simplesmente estando presente em silencio. Por vezes dei conta que era mais eficaz nestes casos uma presença calma e apaziguadora que o efeito do ansilitico.

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Continuarei este assunto,




Espero as vossos comentários




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