quinta-feira, 30 de setembro de 2010


UTILIDADE

Há questões que nos devemos colocar toda a nossa vida e em todas as circunstâncias, quem sou? Para que sou? De onde venho? E para onde vou?

Vamos simplesmente falar um pouquinho do: “Para que sou” Penso que:
Todo o ser humano dotado de inteligência, tem um princípio, um caminho com objectivos e um fim, nessa caminhada deve situar-se a utilidade.
Perante a minha maneira de pensar a utilidade está sempre no caminho, mesmo se muitas vezes se ouve dizer,
“Ele é um inútil “
“Sou um inútil, Não sirvo para nada.”
Não valho nada.
Quantas vezes se ouvem os pacientes em estado de desespero dizerem: “já não sirvo para nada”?
Sempre me questionei, do porquê desta desvalorização, cheguei á conclusão que o nosso olhar sobre a pessoa humana tem muitas vezes o poder de tornar o outro desta forma, o não me sentir amado, ou então sentir que o valor que me atribuíam e me atribuem não era pelo que eu era e sou, mas pelo que eu tinha.
Transcrevo este correio electrónico que me enviaram que acho oportuno nesta reflexão:

Vivemos num mundo utilitarista. Só é bom o que é útil. Mentalidade
Nefasta para a vida humana. Quantos se têm dedicado de alma e coração ao
Serviço dos outros e, de repente, porque já não o podem fazer, são
Completamente abandonados. É triste a sorte de muitos humanos.

A “inutilidade” não é assim tão inútil. Por exemplo, vejo nos hospitais,
No tempo da doença, as famílias a recomporem-se e a lutar pela saúde, as
Pessoas a descobrirem o melhor de si.”

Na verdade a saúde é um bem precioso e geralmente só se tem esta certeza quando ela está em perigo, mas o preservá-la e valorizá-la são condições para se viver feliz.
Na verdade, pude constatar que a família, tem uma capacidade enorme no bem-estar do familiar hospitalizado, não só pela sua aproximação de laços familiares, mas pelo amor carinho, e compreensão que lhe pode trazer.


"E descobrem que afinal não precisam de muita coisa para serem felizes. Vejamos tudo o que precisamos.
Tudo o que eu preciso para viver carrego sem ocupar as mãos.
Tudo o que eu preciso para ser feliz não se transporta numa caixa,
Não se guarda numa bolsa, nem pesa nos ombros.
Carrego comigo o que é possível para me movimentar livre, nesse
Mundo tão cheio de coisas.
As coisas que eu carrego não têm peso, nem forma, nem volume.
São coisas que me alimentam sem que eu precise comer.
Que me locomovem sem que eu
Precise caminhar.
Que me alegram sem que eu
Precise comprar.
Carrego comigo a sabedoria
Herdada dos meus pais.
A dignidade conquistada com
O meu trabalho.
As lições aprendidas na dor.
O amor dos meus afectos.
E a força da minha fé.
Com isso eu posso ir mais longe do que qualquer viajante carregado
De bagagem.
Assim fica mais fácil viver e andar por aí.
Porque as coisas ocupam espaços, atravancam caminhos, bloqueiam a visão.
As coisas que não cabem no coração, pesam nos braços.

C.H.C-EPE
Nº 20 - Série 4
2ª Quinzena
Setembro 2010

Os valores que não pesam mas valem a Vida.
Utilia

2 comentários:

Fa menor disse...

Um texto para reflectir, amiga!
A utilidade que temos... para que somos ou para quem somos?!... fico-me a pensar que a minha utilidade só o pode ser na relação com os outros, não pelo que tenho e dou mas pelo que sou e me dou. Nisso me atribuirão utilidade. nisso valho alguma coisa.



Beijinhos

teresa disse...

que lindo amiga ..
é verdade , nós pensamos que quanto mais temos mais felizes seremos , se tiver-mos aquilo vou ser mais feliz , se conseguir aquilo vou ser melhor .
na verdade não precisamos de nada que se possa comprar para ser feliz , e nada material nos vai dixar com a sensação de espirito cheio ..
nã , para isso teremos que dar , e não comprar , dar e dar para nos sentir cheios , felizes e realizados ..

ás vezes quando era mais novita custumava-me questionar , qual será a minha missão aqui ?
descobri a resposta , e que feliz fiquei ...

beijocas grandes ..