quinta-feira, 20 de agosto de 2009

POJECTOS ATÈ AO ÚLTIMO INSTANTE (CONTINUAÇÂO)



"Cada vez que sorris a alguém, realizas um acto de amor"
Madre Teresa De Calcuta


A doença e a morte não têm a mesma natureza. Podemos ficar dez cinquenta vezes doentes e curar, retomar o nosso lugar junto dos nossos amigos,no nosso trabalho, retomar a nossa vida onde a tínhamos deixado.Morrer, este derradeiro e último tempo de vida é único, só se produzirá uma vez não tem volta....."

Estas frases são

Do livro

PARA UMA MORTE MAIS HUMANA

Maurice Abiven


Como acho oportuno pensar neste tempo derradeiro nestes instantes únicos que como diz o autor nunca mais voltam, apreciá-los e aproveitá-los para dar e receber, para resolver algo que ainda esteja em suspenso.
Aproveitar para amar mais e melhor.
Concluir projectos edificar e pacificar...silenciar e ficar presente.
A morte prepara-se como se prepara o nascer.

Lembro-me daquele paciente que me dizia quando eu estiver no meu ultimo instante ensina-me a caminhar, só mais tarde compreendi o sentido destas palavras.
MU

2 comentários:

DE MÂOS DADAS disse...

Lembro-me daquele paciente que na tarde antes de partir, digo partir porque esta história fez-me mesmo comprender a morte como uma viagem... Procurou os seus papéis de identificação fez as malas e deixou tudo em ordem para a viagem que ele iria fazer no dia seguinte...
Disse-me adeus pois segundo o que dizia não o encontraria de manhã, não o voltaria a ver.
Ninguém lhe tinha falado da alta.
Pensei... "Está confuso".
Mas de manhã quando cheguei para iniciar o turno o J. L tinha morrido.
Como outros casos se apresentaram identicos,
tive sempre a percepção de que os pacientes que estão no fim de vida têm algum tempo antes de morrer a sensação ou convicção de fazerem uma viagem...

enfermeira Utilia

Migalhas disse...

Primeiro que tudo, um obrigado pela visita ao meu blog. Em segundo lugar, quero dizer que gostei imenso do que li no teu blog. Pelo que vejo, o "ambiente" em que trabalhamos é idêntico. Felicidades.