domingo, 7 de junho de 2009

MENTIR OU DIZER A VERDADE?




Penso que debaixo de certas ruínas há muita sabedoria
Mãos Dadas
Lança algumas perguntas e sugestões com a intenção de ajudar o acompanhamento a famílias com dificuldades
Pensando no paciente em fase terminal ...
A mentira é reprimida na nossa educação desde crianças, mas quase que se torna aconselhada ou até legitima quando nos encontramos perante a doença ou perante a morte.

Que dizer a quem vai morrer ?
Fazemos então a pergunta seguinte: Em face de alguém que está prestes a morrer, deve dizer-se a verdade, ou será recomendável mentir?
Segundo LELOUP, (1998), se pensarmos que o ser humano só tem uma vida, convém prolongá-la o mais possível e nas melhores condições e com o mínimo de sofrimento

•Perante esta ideia poder-se-ia pensar, que seria preferível ocultar a verdade e contar-lhe mentiras agradáveis. No entanto, ao termos esta atitude, esquecemos-nos que a maior parte das pessoas em fim de vida pressentem quando vão morrer. Ficamos então perante um dilema, se por um lado anunciamos uma coisa boa com mentiras doces, por outro lado sabemos que o corpo da pessoa diz o contrario e esta sabe que vai morrer.

Então amigos ?

Espero pela vossa ajuda, sei que voltar a reviver todo um passado não é fácil mas talvez com esta atitude de Mãos Dadas possamos mesmo dar as mãos

Com muito respeito por todos aqueles possam ter ideias diferentes das minhas


Darei continuidade a este tema mais tarde


9 comentários:

Anónimo disse...

A verdade segundo a minha opinião pessoal seja em que circonstancias for vale mais que a mentira.
No entanto há casos excepcionais...

Sou enfermeira e já acompanhei pacientes que estavam nos últimos momentos de vida e diziam...mesmo se eu tenho um cancro eu nunca quero saber...
Este desejo foi respeitado pelo equipa.
Se possivel devemos respeitar a vontade do paciente.
Muitas vezes a familia não quer dizer a verdade, mas o paciente se está consciente orientado, tem direito á verdade.
Uma enfermeira

DE MÂOS DADAS disse...

Sou da mesma opinião que a Senhora enfermeira, a verdade é sempre a base dum relacionamento sólido com a familia do paciente e com o próprio paciente.
Para se ajudar alguém, deve ser-se verdadeiro na comunicação, nos actos que praticamos e nos cuidados que prestamos

Anónimo disse...

Ao ler estes comentários
Lembrou-me duma história que vou contar
A propósito dde mãos dadas dizer que o paciente sente no seu corpo que vai morrer,
Conheci um paciente que consciente que ia morrer disse á sua esposa
Eu vou-te deixar...

Resposta imediata da esposa, nunca me deixaste enquanto eras mais novo e agora doente e com esta idade é que me vais deixar?

A situação pareceu cómica mas deu para pensar...
Uma amiga virtual

DE MÂOS DADAS disse...

È verdade que muitas vezes o doente sente no seu corpo que vai morrer e tenta anunciá-lo, muitas vezes diz que vai partir, que nos vai deixar.

Nem sempre o acolhimento da noticia é bem aceite.

Às vezes há frases que não devem ser mesmo ditas, como
"Não vais nada morrer"
"Deixa-te disso"
"Não penses nisso"
Nestes casos a familia não está preparada, não aceita a ideia da perda dessse familiar.

Assim os cuidadores formais e informais têm um função muito importante.
Ser elo de ligação entre o paciente e a familia

Anónimo disse...

OLA AMIGA É OM TER ALGUEM QUE ENTENDE A NOSSA DOR...SEI QUE AS VEZES PREFERIMOS NÃO SABER A DOENÇA COM QUE PADECEMOS,ASSIM ACONTECEU COM O LUIS NO PRIMEIRO ANO DA DOENÇA MAS NA SEGUNDA RECAIDA ELE DESISTIU DE LUTAR POR ALGO QUE SABIA QUE ERA IMPOSSIVEL...VIVER... PARA MAIS VER A PRIMA DE 14 ANOS SOFRER DA MESMA DOENÇA,É MUITO DURO...ESTA A SER DIFICIL PARA MIM ESTES DIAS POIS SE O LUIS ESTIVESSE PRESENTE FAZIA 21 ANOS AINDA ME LEMBRO O ULTIMO ANIVERSARIO OS 18 ANOS DELE...

DE MÂOS DADAS disse...

Se compreendo bem, o Luis só soube que tinha um "cancro" no segundo ano da doença.
Creio que compreendemos que ao mesmo tempo o Luis tinha uma primiha de 14 anos com a mesma doença, quer dizer com um cancro?

Imagino o sofrimento destas duas familias próximas...

Cada vez admiro mais a vossa coragem

Anónimo disse...

Sou enfermeira e vejo que as pessoas evitam de dizer a palavra cancro.
Porquê?
Gostaria que alguém me respondesse a esta pergunta
Obrigada a mãos dadas

Anónimo disse...

sim é verdade a Fabiana tambem tinha cancro no cerebro como o Luis foi detectado a 6 d março d 2006 e o do Luis a 25 d março d 2005 o Luis partiu a 5-5-2007 e a Fabiana a 24-8-2007 estes meninos tinhão tudo para ser felizes mas a doença atraiçoou-os,foi duro pois alem de perder o meu menino perdi tambem a sobrinha que mais adorava,o luis só se mentalizou que sofria de cancro quando uma vez viu a prima fazer quimioterapia e o medico assistente le ter dito que tambem tinha que fazer mas...não foi preciso...

DE MÂOS DADAS disse...

Apalavra cancro faz medo
começam por dizer há um nódulo
uma doença ruim , mas evita-se dizer tem um cacro.
Penso que se tem mais medo da palavra que da doença.
Conheci uma senhora que fez uma mastectomia
(retiram-lhe) totalmente o peito e que faleceu aos 80 anos duma outra doença.